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Aniversariantes do mês: Nora Roberts, Mario Puzo, Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade

Atualizado: 15 de Jan de 2019


Nora Roberts

Para começar as homenagens, a primeira aniversariante é a produtora em massa de Best-Sellers, Nora Roberts. Com mais de 200 Best-Sellers românticos publicados, a autora norte americana nascida em 10 de outubro de 1950 foi a primeira mulher a ocupar posição no Romance Writers of America Hall of Fame. No total, seus romances alcançaram a partir de 2011 um total de 861 semanas na lista de Best-Sellers do New York Times. "O Abrigo", é sua obra mais recente, com data de publicação para 8 de outubro no Brasil


Sinopse*: O Abrigo


Era uma típica noite de sexta-feira em um shopping nos arredores de Portland, Maine, em 2005, quando três adolescentes fortemente armados começaram a atirar, matando e ferindo muitas pessoas antes de serem contidos. Anos mais tarde, dois dos sobreviventes, considerados os jovens heróis da tragédia, estão dando continuidade a suas vidas. Ela, seguindo os passos da avó, encontra na escultura uma maneira de expor as emoções. Ele, inspirado pela primeira policial a chegar ao local do tiroteio, torna-se detetive. A morte misteriosa de alguns dos demais sobreviventes do massacre parece indicar que um conspirador está à espreita. Incertos de quem será o próximo alvo, aqueles que conseguiram a duras penas reconstruir a própria história precisarão encontrar um no outro o abrigo necessário para sepultar o passado de uma vez por todas.


Mario Puzo

Nascido em 15 de outubro de 1920, é o homem por trás da clássica obra, literária e cinematográfica, Poderoso Chefão. De origem ítalo-americana, o autor idealizou dezenas de obras (livros e roteiros para cinema) com a temática da Máfia. Com quase 50 anos de consagrada carreira, o autor vem a falecer em 2 de julho de 1999, aos 78 anos.



Sinopse*: O Poderoso Chefão

Publicado em 1969, a saga O poderoso chefão é, até hoje, a mais perfeita reconstituição das famílias mafiosas de Nova York. O carismático Don Vito Corleone é o chefão de uma delas. Apesar de implacável, Don Vito é, essencialmente, um homem justo. Padrinho benevolente, nada recusa aos seus afilhados: conselho, dinheiro, vingança e até mesmo a morte de alguém. Em troca, o poderoso chefão pede apenas o respeito e a amizade de seus protegidos. Assim, todas as suas vontades se tornam realidade. Porém, ninguém pode vencer o tempo. Quando seus inimigos atacam juntos e tudo que sua família significa estiver por um fio, o velho Corleone terá de escolher, entre seus filhos, um sucessor à altura. E Mario Puzo constrói de maneira hábil um mundo de intrigas, decisões cruéis e honra, num legado de tradição e sangue


Graciliano Ramos



Romancista, cronista, político, jornalista, tradutor. Apenas algumas das atribuições concebidas por um dos nomes mais importantes e fortes na literatura brasileira. Nascido em 27 de outubro de 1892, Graciliano Ramos de Oliveira se tornou mundialmente conhecido por Vidas Secas, obra de 1938. O mundo da crítica literária nunca lhe perdeu de vista, é nome essencial para o Modernismo nacional e inspiração para o Cinema Novo.

O autor veio a falecer de câncer no pulmão em 20 de março de 1953, aos 60 anos.Graciliano Ramos é cânone brasileiro, patrimônio do regionalismo.


Sinopse*: São Bernardo


Defrontado consigo mesmo e suas lembranças, no declínio de um atribulado percurso de vida, Paulo Honório, que chegara a ser um poderoso fazendeiro do sertão alagoano, conta a sua história. E o que nos fica é a figura de um homem simplório, perplexo diante da complexidade da existência sobre a qual lutou, sempre, para se manter no papel de protagonista, e que teve entretanto suas ações voltadas contra si mesmo. É o perfil de um homem envolvido quase instintivamente no jogo de poder, na arriscada aposta da lei do mais forte, e para quem o triunfo rende apenas o vazio e o abandono. Ao final, Paulo Honório deixa de lado o que conquistou, oprimido pela constatação de que perdeu justamente o que poderia humanizar sua vida, inclusive sua mulher, Heloísa, a quem se culpa, no fundo, por ter destruído. O que escapou a Paulo Honório foi a capacidade de manter o que lhe poderia despertar a aptidão para amar.


Carlos Drummond de Andrade

Nascido em 31 de outubro de 1902, Carlos Drummond de Andrade é facilmente colocado no posto de mais influente poeta brasileiro. Também parte do Modernismo brasileiro, segunda geração, o poeta segue o novo ideal de liberdade apresentado pelos antecessores, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Sua poesia não precisava de versos métricos para se apresentar com reconhecida genialidade. Drummond se solidificou em uma poesia irônica, social e metafísica; abordava temas profundos, discutia a solidão, o descontentamento com o mundo após a Segunda Guerra Mundial.

Além de poesia, produziu contos e livros infantis. O autor veio a falecer aos 87 anos, em 27 de agosto de 1987.

Sinopse*: Sentimento do Mundo

Publicado em 1940, Sentimento do mundo permanece, tantos anos depois, ainda um dos livros mais celebrados da carreira de Drummond. Não é para menos: o livro enfileira poemas clássicos como “Sentimento do mundo”, “Confidência do Itabirano”, “Poema da necessidade” - é possível que versos do livro inteiro tenham sido impressos no inconsciente literário brasileiro, tamanha é sua repercussão até hoje.Já estabelecido no Rio e observando o mundo (e a si mesmo) de uma perspectiva urbana, o Drummond de Sentimento do mundo oscila entre diversos polos: cidade x interior, atualidade x memórias, eu x mundo. Perfeita depuração dos livros anteriores, este é um verdadeiro marco - e como se isso não bastasse, é o livro que prepara o terreno para nada menos do que A rosa do povo (1945). Por isso a ênfase, ao longo de todo o livro, na vida presente



*Sinopses tiradas do site Amazon.