• Lorena de la Torre

Como colocar as ideias no papel: escreva sua história

Nesse post vamos falar de duas questões que atormentam muitos de nós: (parte 1) Como tirar as ideias da cabeça e colocar no papel?; (parte 2) Eu comecei a escrever, e agora, como melhorar? Se essas são tarefas difíceis para você, fique atento!


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Eu tenho certeza que você já pensou: “Por que eu tenho o sonho de escrever, mas nunca escrevo?” ou “por que eu me sento na frente do computador/caderno e tenho um bloqueio?”.


Todo mundo — particularmente quem se aventura no mundo das artes — já passou por um bloqueio criativo na vida. E isso é normal! Mas hoje não vamos falar disso. Não. Estamos falando da dificuldade em começar a escrever e, mais ainda, da dificuldade em continuar e concluir uma obra!


PARTE 1 - PARA COMEÇAR.


A primeira e mais importante coisa que devemos dizer aqui é que existe um passo essencial para criar um texto: escrever! Sim, pode soar redundante, mas muitas vezes deixamos as coisas entrarem no caminho… e acabamos postergando eternamente a escrita em si.


Precisamos começar a escrever independentemente dos resultados; isto é, não espere que as ideias se despejem da sua cabeça no papel de uma forma imaculada e perfeita. Mais importante do que ser perfeito é que você tenha feito! O "perfeccionismo" acaba sendo um mal que te faz protelar a escrita; então, deixe-o para trás nesse primeiro momento.

Além disso, é preciso começar. Não é só o perfeccionismo que nos atrasa, a ideia de uma “iluminação divina” faz a mesma coisa. Esperar por inspiração é uma desculpa e uma ilusão.


Isso não quer dizer que a inspiração não exista, mas que se ficamos eternamente esperando a ideia perfeita, o momento perfeito, o caderno perfeito… enfim, os insights acontecem, mas muitas vezes usamos a “falta de inspiração” como mais uma desculpa para não escrever.


Eu diria, então, que existem três passos essenciais para escrever um livro:

  • Começar: Isso pode soar como uma ladainha de autoajuda, mas é real; o primeiro passo é sempre o mais difícil, o mais desafiador, mas também, o mais importante. Afinal, não se chega a lugar nenhum sem andar!

  • Continuar escrevendo: depois de vencer a barreira inicial (a famosa inércia), temos um segundo desafio: não parar. Se acordamos um dia, e escrevemos uma página, e depois… paramos por aí… não desenvolvemos nada! Como falamos anteriormente, feito é melhor do que perfeito; então, faça, sem desculpas. Encontre aquilo que te motiva a escrever e se agarre a isso todos os dias.

  • Terminar: sim, sim, sabemos; esse é o passo mais difícil de todos. Porém, é muito importante não desistir no meio do caminho. Assim, você vai poder revisar tudo o que fez, aprender com a sua experiência e começar de novo — dessa vez com mais treino e traquejo.

Ou seja, começar e terminar é o mais importante. Pare de se preparar para sempre e faça!

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Você lembra quando aprendeu a andar de bicicleta? Não conseguimos de primeira, então tentamos de novo, e de novo, e de novo — até dar certo! Mesmo que se tenha talento, nenhuma habilidade é natural, mas aprendida, praticada e desenvolvida; escrever é a mesma coisa.


Por esse motivo, nem tudo o que escrevermos vai ser ótimo e, com o tempo, vamos criando um olhar e sensibilidade para o que funciona bem com o texto e o que não funciona. Como Hemingway disse:

Escrevo uma página maestral por cada noventa e uma de merda. Tento jogar toda a merda no lixo. O presente mais essencial para um bom escritor é ter um detector de merda interno. É o radar do escritor e todos os grandes têm tido isso. Se você vai escrever, você precisa descobrir o que não funciona para você“.

Disponível em: https://matheusdesouza.com/2018/03/13/conselhos-hemingway/


E, para aprender, é preciso tentar — muitas vezes. Por isso, busque ter uma regularidade nos seus hábitos de escrita. E regularidade não significa ter um cronograma fixo e absolutamente delimitado, mas sim que você tem um compromisso consigo mesmo de sentar e escrever essa semana, e semana que vem, e da próxima também. Afinal, escrever leva tempo.


De novo, nas palavras de Hemingway:

A coisa mais importante que aprendi sobre a escrita é nunca escrever muito de cada vez… Nunca se deixar secar. Deixe um pouco para o dia seguinte. A principal coisa é saber quando parar. Não espere até que tenha escrito tudo. Quando ainda está fluindo bem e você sabe o que vai acontecer a seguir, essa é a altura certa de parar. Em seguida, deixe e não pense mais sobre isso; deixe o seu subconsciente fazer o trabalho“.

Então, deixe para trás as desculpas. Sua primeira tentativa provavelmente não vai ser muito boa; e daí? Com o tempo você vai crescer como escritor e melhorar suas habilidades.

Ah, mas a minha ideia não é muito boa… porque ela já foi usada por outras pessoas… Essa é outra insegurança (ou desculpa?) muito comum. Como discutimos no post O Mito da originalidade, todas as ideias que construímos já foram feitas um dia e, de verdade, não tem problema nenhum nisso. Seu livro é seu, e sua originalidade está na forma como você vai contar a sua história.


PARTE 2 - EU COMECEI… E AGORA?


Quando estamos envolvidos na escrita de um texto — seja do gênero que for — ficamos empolgados e ansiosos por algum tipo de validação. Isso acontece mesmo quando superamos a insegurança inicial que nos previne de começar; é natural, colocamos esforço em algo e queremos saber se está bom.


Esse momento pode ser um pouquinho frustrante por alguns motivos, principalmente porque, no geral, ninguém parece dar tanto valor para o seu texto do que você mesmo. É difícil encontrar alguém que queira ler, passo a passo do que você está escrevendo, ou o seu livro terminado.


Calma, isso não quer dizer que ninguém nunca vai ler e te dar uma opinião, mas tenha paciência com seus amigos e familiares. Também, frequentemente, eles não serão capazes de elaborar uma crítica coerente e bem formada, seja por não serem leitores experientes ou por terem laços afetivos com você.


Mas não se desanime! Isso não quer dizer que você não pode ter um feedback: existem algumas formas de contornar essa situação.


Um primeiro modo de avaliar e crescer com o trabalho que você já fez é a autoavaliação.

autoavaliação sf. 1 Procedimento de avaliar-se por si mesmo; ponderação das medidas do próprio grau de desempenho.

Disponível em: Dicionário Michaelis Online


Isto é, podemos reler aquilo que produzimos e nos fazer uma série de perguntas — tanto sobre o produto final quanto ao nosso processo de criação, como: O que está bom? O que poderia melhorar? Eu gostei da história que criei? Vale dizer que autoavaliar-se é importantíssimo, mesmo quando você tem outros leitores para realizar um feedback!

Outra possibilidade é se inserir em um grupo de escritores que se proponham a ler os trabalhos uns dos outros, formando uma rede de apoio. Há, também, serviços profissionais de leitura crítica (beta reading) que trabalhadores freelancer ou empresas como a Odisseia oferecem. Neles, a equipe te fornecerá uma crítica elaborada a partir dos critérios que você especificar.

Existe também o que chamamos na Odisseia de Tutoria em escrita criativa. Se você tiver a oportunidade, abrace essa atividade! Uma tutoria nada mais é do que um processo de feedback contínuo. Ou seja, você teria um leitor beta para te acompanhar durante o seu processo de escrita.

O que isso significa na prática?

Ter um retorno mais imediato sobre o que você está escrevendo, possibilitando que seu aprendizado seja mais rápido e interativo. Ao invés de escrever toda uma série de textos, para então notar certos vícios ou desenvolver certas habilidades, outro leitor pode apontar isso para você logo nos primeiros capítulos.


Dessa forma, você pode agilizar um pouco seu processo de tentativa e erro. É como se alguém segurasse o banquinho da sua bicicleta, te incentivando a continuar!


CONCLUINDO

Enfim, retomando tudo o que discutimos até agora, não tenha medo de tentar! Você não precisa ser perfeito logo de cara, ou ser tão genial quanto o seu autor preferido. O seu processo de escrita é seu!


Sim, escrever às vezes pode ser uma atividade bastante solitária e que envolve um monte de frustração… mas você não tem que escrever para ninguém além de si mesmo; escreva porque você ama contar histórias e brincar com as palavras!


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Escrever é divertido; envolvemos nossas ideias e emoções criando um mundo só nosso - e o qual podemos compartilhar com os outros depois. Ame ser um escritor, não a ideia de escrever.



E, por fim, não tenha medo de falhar. Afinal, aprendemos com nossos erros — como quando perdemos o equilíbrio da bicicleta. Não tenha medo de falar sobre sua obra ou de críticas que possam vir, aprendemos também uns com os outros e suas tentativas.

Não fazer algo por medo de falhas ou rejeição é boicotar a si próprio; é deixar de lado um sonho.


E lembre-se, não há iluminação divina que milagrosamente te faça crescer como autor. Não; feedback e autoavaliação são essenciais! Às vezes conseguir um feedback é difícil, mas sempre existem alternativas e oportunidades maravilhosas como a Tutoria em escrita criativa.




Gostou das dicas?

A odisseia oferece serviços de tutoria em escrita criativa, onde acompanhamos e direcionamos autores durante a escrita da obra, auxiliando nas dúvidas de escrita e ajudando as ideias a saírem da cabeça e partirem para o papel. Venha dar uma olhada e já passe para checar nossas outras redes sociais!

Confira os nossos serviços:

https://www.odisseiaconsultoria.com/tutoria-escrita-criativa

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