“O Castelo Animado”, um filme de Hayao Miyazaki



O Castelo Animado (ハウルの動く城)

Direção: Hayao Miyazaki


Uma bruxa lança uma terrível maldição sobre a jovem Sophie, transformando-a numa velha de 90 anos. Desesperada, ela embarca numa odisseia em busca do Castelo Andante, onde reside um misterioso feiticeiro que poderá ajudá-la a reverter o feitiço.






O Castelo Animado, animação produzida em 2004 pelo Studio Ghibli, é um desses filmes que vale a pena assistir várias vezes, com personagens, enredo e estética ricos e interessantes para espectadores de qualquer idade.


A animação é baseada no livro Howl’s Moving Castle, de Diana Wynne Jones. Existem muitas diferenças entre filme e livro, apesar de a história de base, sobre uma garota que é transformada em uma senhora de 90 anos e encontra um feiticeiro para ajudá-la a se livrar da maldição, se manter a mesma. Ambas as obras são boas recomendações, valendo a pena ler ou assistir.


O filme, como a maioria dos filmes produzidos por Miyazaki e o Studio Ghibli, é de uma delicadeza e beleza incríveis, se tratando de uma verdadeira experiência para quem assiste. Seja nas emoções dos personagens, na maneira como evoluem no decorrer da história, ou nos desenhos belíssimos que compõem todo o longa-metragem, O Castelo Animado tem algo mágico em sua construção.


A história é composta de várias partes que, de algum jeito, vão se encaixando. Acompanhamos Sophie deixar a chapelaria em que trabalhava para quebrar a maldição que foi jogada sobre si e, no processo, acaba quebrando a maldição ela mesma. Somos apresentados a Howl, o feiticeiro sem coração com quem Sophie passa a morar e por quem ela se apaixona. A relação e personalidade dos dois já enchem a história, sendo algo interessantíssimo de se acompanhar.


Por outro lado, o filme também fala de guerra. Essa é uma adição de Miyazaki, não existindo no livro. Entre cenas de batalha escuras e cheia de fumaça - um completo oposto dos cenários coloridos e claros no Castelo -, a relutância de Howl de lutar pelo rei e a ideia de que os comandantes daquela guerra pouco sabiam ou se importavam com o motivo para o confronto, a mensagem final é absolutamente pacifista. Não há sentido na guerra, nem glória. Em tempos como os nossos, mensagens como essa são ainda mais importantes e urgentes.


O Castelo Animado tem de tudo um pouco, de romance até um discurso antibelicista, o que já é um bom motivo para assistir. De maneira mais simples, porém, vale a pena porque é uma boa história.



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