• Julia Castro

Professores na mídia, heróis ou vilões??

Atualizado: 5 de set.

A figura do professor é multilateral, dependendo da pessoa que você pergunta uma série de estereótipos será formado em sua cabeça, sendo super influenciado com o tipo de mídia essa pessoa consome, filmes e séries moldam a nossa visão de mundo até em uma profissão que ainda é muito marginalizada no cenário atual do mundo.

Você quer entender os tipos de professores na mídia e como modifica nossa percepção desses profissionais fique nesse Estudo de Caso pois é isso que iremos tratar hoje!


Professores como heróis:


Toda história precisa de um herói na fórmula hollywoodiana então é natural que as mídias falando sobre o sistema educacional incorporem algum tipo de herói em suas histórias de superação, dependendo fielmente em um figura ambiciosa e santificada, um quadro em branco que depositamos nossas esperanças para um futuro maior, que acreditamos que só a porque as maioria das pessoas amam coisas que as fazem se sentir bem, filmes que nos fazem querer seguir nossos sonhos.

Um dos exemplos que mais exemplifica esse conceito utópico da profissão é o filme Escritores da liberdade onde a professora Gruwell uma jovem professora idealista branca, que chega a uma escola de um bairro pobre, que está corrompida pela agressividade e violência. Os alunos se mostram rebeldes e sem vontade de aprender, e há entre eles uma constante tensão racial. Assim, para fazer com que os alunos aprendam e também falem mais de suas complicadas vidas, a professora Gruwell aposta em métodos diferentes de ensino. Aos poucos, os alunos vão retomando a confiança em si mesmos, aceitando mais o conhecimento e reconhecendo valores. A cor é um fator importante nessas narrativas porque é sempre um protagonista que irá salvar aquela comunidade majoritariamente negra que ele foi inserido, gerando a famosa síndrome do salvador branco que acha que só a atenção de um branco salvará aquelas pessoas que estão às margens da sociedade.

O problema desse tipo de narrativa é que trata o professor como um ser unitário que não tem apoio de mais ninguém, sem vida social fora da vida acadêmica, esses filmes dão a impressão que só um único ser pode mudar todo o sistema educacional.


Professores como vilões:


Na mídia só existem um arquétipo para o professor vilão, ele pode ser mal humorado e cheio de ressentimentos de ter escolhido aquela profissão que se aumenta pelas condições de trabalho e traumas pessoas que ele externaliza nos alunos.

O exemplo mais famoso na cultura pop é o professor Snape nos começo da saga de Harry Potter que está tão envolvido com seu próprio drama e o descontentamento com gerenciamento escolar da escola de bruxo que não busca acolher e nem sanar as dúvidas dos pequenos bruxos de forma nenhuma.

Sempre odiamos esse tipo de personagem (Snape stans não me odeiem mas é a verdade), pois não trazem nenhum conforto só nos fazem lembrar daquele professor ou matéria que tivemos uma péssima experiência.


Porque entender esses estereótipos é importante?


Esses tipos falados de muitos mudam nossa percepção da profissão que já é difícil demais sozinha mais com esses preceitos fica insuportável, pois eles são taxados de salvadores da pátria, que vamos combinar que é um peso muito grande para uma só profissão, ou são taxados de criador de pesadelos infanto-juvenil, refletir sobre o tema faz com que pensamos nos professores como seres multidimensionais.






Gostou da análise?

A Odisseia oferece serviços de tutoria em escrita criativa, em que acompanhamos e direcionamos autores durante a escrita da obra, auxiliando nas dúvidas de escrita e ajudando as ideias a saírem da cabeça e partirem para o papel. Venha dar uma olhada e já passe para checar nossas outras redes sociais!







0 comentário