• Mariama Soares

Vestibular Unicamp 2022: materiais sobre as obras de leitura obrigatória



No domingo, dia 7 de novembro, acontecerá a primeira fase do Vestibular Unicamp 2022. Em vista disso, o post de hoje tratará sobre as obras de leitura obrigatória do vestibular.

Já existem vários resumos e resenhas das obras em questão, por isso não focaremos nesses aspectos, apresentando uma breve sinopse, apenas. O principal objetivo aqui é disponibilizar materiais que podem ajudar a interpretar as narrativas, sonetos e músicas da lista.


A fim de também indicar as obras para quem ainda não leu, prestando vestibular ou não, também teremos alguns relatos de leitura de membros da Odisseia, como um incentivo para se aventurar nos livros da lista.


Vamos lá!



Índice:


Sonetos, Luís de Camões

Sobrevivendo ao Inferno, Racionais MC’s

Tarde, Olavo Bilac

O seminário dos ratos, Lygia Fagundes Telles

O Marinheiro, Fernando Pessoa

A Falência, Júlia Lopes de Almeida

O Ateneu, Raul Pompeia

Niketche - uma História de Poligamia, Paulina Chiziane

Bons dias!, Machado de Assis

Carta de Achamento a el-rei D.Manuel, Pero Vaz de Caminha



Sonetos, Luís de Camões

Luís de Camões, diante dos desafios de sua época e de sua geração, foi responsável por uma revolução na poesia em língua portuguesa. O poeta participa de refinados jogos na corte, enfrenta tempestades nos mares e nos amores, escreve sonetos teatrais, visuais, musicais e experimenta novas maneiras de escrever e pensar poesia.

Fonte: https://www.editoraunicamp.com.br/produto/467/20-sonetos



Sobrevivendo ao Inferno, Racionais MC’s

Na virada para os anos 1990, os Racionais MC's emergiram como um dos mais importantes acontecimentos da cultura brasileira. Incensado pela crítica, o disco Sobrevivendo no inferno vendeu mais de um milhão e meio de cópias.

Fonte: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14619



Tarde, Olavo Bilac

Os poemas de Tarde (1919), de Olavo Bilac (1865-1918), reúnem-se sob um título que logo anuncia o tom crepuscular predominante nas composições. Com redação concluída no ano da morte de Bilac e publicação póstuma, o livro confirma o domínio desse parnasiano sobre o verso, e revela um sujeito às voltas com a “antevelhice”, nostálgico e mais reflexivo do que em sua produção anterior. Na trilha dos ideais parnasianos de contenção emotiva por meio da técnica, e da descrição objetiva de cenas e objetos em contraponto à expressão desenfreada do eu lírico, o poeta desenvolve os temas de sua predileção: o amor e a beleza física da mulher; a pátria e os grandiosos eventos da história nacional; a exaltação do trabalho e do progresso.

Fonte: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra43829/tarde



O seminário dos ratos, Lygia Fagundes Telles

Em Seminário dos Ratos, publicado pela primeira vez em 1977, Lygia Fagundes Telles lança mão de toda a sua maestria narrativa para explorar regiões recônditas da psique e do comportamento humanos. Em várias das suas catorze histórias a autora se aventura pelo fantástico como modo privilegiado de acesso ao real. Mas o fantástico de Lygia recusa as facilidades do chamado realismo mágico, apresentando-se a cada vez de maneira diversa e surpreendente. Alternando tempos narrativos, passando com desenvoltura da primeira à terceira pessoa, usando com destreza o discurso indireto livre, Lygia Fagundes Telles atinge neste livro a proeza de conciliar uma construção literária altamente complexa com uma capacidade ímpar de comunicação com o leitor.

Fonte: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12792


  • A primeira recomendação é o artigo “Narrativa De Resistência: “Seminário Dos Ratos”, De Lygia Fagundes Telles”, por Ligia Carolina Franciscati da Silva Massoli. Nele, a autora vai falar sobre a repressão política no país e como tal tema aparece na obra de Telles: http://publicacoes.unifalmg.edu.br/revistas/index.php/entreparenteses/article/view/574

  • A segunda recomendação é o artigo de Émile Cardoso Andrade, “A democracia brasileira entre ratos e vampiros: relendo Lygia Fagundes Telles”. Aqui será analisado a questão da democracia na obra de Telles, tão atual, relacionando com a figura do vampiro, que emerge atualmente, de acordo com a autora: https://www.scielo.br/j/elbc/a/Dp8dHVKWGhVDYX8NsV7RTxz/abstract/?lang=pt

  • E, para fechar, o relato de leitura da Julia Helena de Oliveira, membro da Odisseia, sobre sua leitura do livro:

“Dos muitos livros de contos lançados por Lygia Fagundes Telles, Seminário dos Ratos é tanto o mais crítico quanto o mais divertido. Dá para ler um conto por dia, mas garanto que você não vai querer ler um só. Foi esse livro que tornou Telles uma das minhas autoras favoritas da vida, alguns de seus contos mais maravilhosos estão nesse livro, é uma leitura obrigatória não só para os vestibulandos, mas para todos que quiserem conhecer a autora.”

O Marinheiro, Fernando Pessoa

Peça teatral escrita em 1915 pelo poeta português Fernando Pessoa, O marinheiro é leitura obrigatória para o Vestibular da Unicamp. E interessa também a todos os apreciadores da boa literatura.

Fonte: https://editoraunicamp.com.br/produto/100/marinheiro-o



A Falência, Júlia Lopes de Almeida

Com A falência, de 1901, Júlia Lopes de Almeida inaugura a integração de nossa literatura ao século XX. Ao dar esse passo na direção dos novos tempos, faz um balanço do que ocorrera até então. Como sugere o título, identifica resultados negativos: o Brasil libertara os escravizados, mas permanecia racista; as mulheres não alcançavam sua emancipação; persistiam a desigualdade social e a hipocrisia moral. Contudo, A falência não é um tratado de economia ou de sociologia, mas um romance muito bem armado. A partir da história de Francisco Teodoro e seus familiares, amigos, amantes e agregados, a autora ilumina e entrecruza suas respectivas trajetórias. Desse tecido bem articulado resulta uma narrativa ágil, que conquista o leitor, ao qual resta apenas a vontade de seguir em frente, para conhecer seus destinos.

Fonte: https://editoraunicamp.com.br/produto/476/falencia-a



Embora o livro tenha sido muito bem recebido no seu ano de publicação, A falência caiu no esquecimento por muitos anos, sendo trazida de volta pelo vestibular da Unicamp em 2019. Pude participar da divulgação do livro dentro da própria Editora da Unicamp e ver de perto o processo de trazer essa obra de volta ao cânon literário brasileiro.
Esse livro não é pouca coisa, Julia Lopes de Almeida preparou uma obra complexa e sensível, trabalhando temas como adultério, racismo, diferenças sociais e econômicas, a situação das mulheres solteiras de classe média e intolerância religiosa. Nenhuma personagem feminina nessa obra precisa de um personagem masculino para sustentá-la, são por si só complexas.


O Ateneu, Raul Pompeia

Publicado originalmente como folhetim na Gazeta de Notícias, na época um importante jornal do Rio de Janeiro, O Ateneu foi muito bem recebido pela crítica. E perduraria, como uma verdadeira joia do romance brasileiro, ao tratar dos anos decisivos de um garoto e da vida escolar. O romance, que mistura ficção e autobiografia, narra as experiências de Sérgio, um tímido pré-adolescente de onze anos como aluno interno no Colégio Ateneu, conhecido como a melhor instituição de ensino do Império. Os cenários do colégio e sua memorável galeria de alunos, professores e funcionários são um autêntico microcosmo da vida social da época.

Fonte: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85069



Niketche - Uma História de Poligamia, Paulina Chiziane

“Niketche - Uma História de Poligamia” fala sobre uma mulher em Moçambique que descobre que é traída pelo marido por 5 mulheres e decide formar uma relação poligâmica com elas e o marido. A história fala bastante da divisão étnica em Moçambique, do papel da mulher para as duas principais etnias do país e sobre a cultura da poligamia.


Fonte: a sinopse foi feita pela Heloisa Nogueira Marques, outra membro da Odisseia, que apontou sobre a obra: “tem momentos muito angustiantes, é muito sofrimento no livro todo”. Opinião essa que é reverbera no relato feito pela Julia Helena:


Niketche foi a leitura mais forte que fiz em 2018. Ainda não haviam edições brasileiras e o livro era muito difícil de achar para comprar, pouquíssimas pessoas sabiam dessa história incrível e de Paulina Chiziane. A entrada desse livro no vestibular da Unicamp populariza uma obra que todos deveriam ler pelo menos uma vez na vida. Essa é a leitura mais comovente de todos os livros que estão inclusos nos livros obrigatórios do vestibular, você ama e se envolve muito com todas essas mulheres incríveis, ao mesmo tempo que sente raiva do personagem masculino.


Bons dias!, Machado de Assis

“Bons dias!” são crônicas divertidas e sagazes de Machado de Assis, publicadas com um pseudônimo que fez com que não fossem reconhecidas como de sua autoria até a década de 1950. Têm um fascínio especial no que diz respeito às opiniões políticas do autor. A série — publicada em 1888-1889 — coincide com um momento importantíssimo na história do Brasil — a abolição da escravatura e o fim gradual e inevitável do Império. Além da política da época, trazem ainda para o leitor de hoje certos temas favoritos de Machado, como a medicina popular, os neologismos, o espiritismo.

Fonte: https://editoraunicamp.com.br/produto/126/bons-dias!



Carta de Achamento a el-rei D.Manuel, Pero Vaz de Caminha

Sobre a Carta de Achamento, há uma riqueza de conteúdos oferecidos no site da Editora Unicamp, e aqui citamos alguns:

Esperamos que esses materiais possam ajudar a entender ou aprofundar a leitura, seja para realizar uma boa prova, ou ter uma experiência de leitura mais rica!


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Essa iniciativa surge com o intuito de valorizar a educação, a ciência e a universidade. O post educacional ocorre mensalmente aqui no blog e com ele, a Odisseia tem como objetivo apresentar reflexões, críticas e sugestões para os estudantes, além de incentivar e auxiliar a entrada na universidade. Acreditamos na mudança por meio da educação. Portanto, essa é a nossa pequena contribuição para a valorização do nosso futuro!


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